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Incerteza nas negociações entre EUA e China agita mercados

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O aumento da incerteza relativamente ao rumo que podem tomar as relações entre os EUA e a China e o impacto que uma escalada da guerra entre os dois países poderia ter na economia mundial colocaram esta quinta-feira os mercados accionistas mundiais em queda acentuada.

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Mais populares Europa Luxemburgo vai ser o primeiro país do mundo com transportes públicos grátis Pet “Pegar nas flores pelos espinhos”: PETA quer eliminar “linguagem antianimal” i-album Fotogaleria As profissões “invisíveis” no Hospital de Santa Maria Depois de o dia ter começado com fortes descidas nos índices bolsistas asiáticos, na Europa todos os principais mercados tiveram um dia negativo. O índice Stoxx 600, que reúne os principais títulos accionistas europeus caiu 3,09%, o pior resultado desde a sessão que se seguiu à vitória do Brexit no referendo britânico, em Junho de 2016. Em Lisboa, a perda do PSI-20 foi de 2,1%.

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PUB Nos Estados Unidos, a sessão arrancou também com quebras acentuadas e generalizadas, com o índice Dow Jones de Nova Iorque a perder 1,7% na primeira metade do dia.

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PUB Estes resultados negativos acontecem depois de, no início da semana, os mercados terem recebido com entusiasmo as tréguas de 90 dias na guerra comercial assinadas entre Donald Trump e Xi Jinping em Buenos Aires . O problema é que, entretanto, se foram acentuando as dúvidas em relação à possibilidade de os dois países aproveitarem esse prazo para chegar a um entendimento definitivo que evite uma escalada do conflito.

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PUB Os investidores começaram por se preocupar com as interpretações aparentemente diferentes entre responsáveis chineses e norte-americanos relativamente ao que tinha ficado definido na trégua assinada. Na sua conta do Twitter, Donald Trump foi mostrando o seu desagrado, dando sinais de que poderia não se chegar a um acordo, enquanto do lado chinês se foi progressivamente assumindo as cedências, especialmente o facto de o país se ter comprometido a, de forma imediata, começar a fazer mais compras de produtos norte-americanos.

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Subscrever × A esta falta de sincronização entre Washington e Pequim, juntou-se um outro acontecimento que pode tornar ainda mais complicadas as negociações entre os dois países. Tornou-se público que a administradora financeira da empresa tecnológica chinesa Huawei foi detida no Canadá, a pedido das autoridades norte-americanas, precisamente no sábado, o dia em que Trump e Xi Jinping assinaram as tréguas

Meng Wanzhou é a filha do fundador da Huawei, a empresa símbolo da estratégia da presidência Xi Jinping de fazer da China uma potência mundial no sector tecnológico, fazendo frente especialmente aos EUA. Não é ainda claro o motivo da detenção, podendo estar relacionada, de acordo com alguns órgãos de comunicação social norte-americanos com uma eventual violação das sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irão

O que é temido pelos mercados é que esta detenção seja mais um obstáculo numas negociações que se já se adivinhavam extremamente complicadas. Um fracasso na obtenção de um acordo entre os EUA e a China poderia conduzir a um acentuar do abrandamento da economia mundial

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