Política

Caso de tráfico sexual de menores provoca demissão na Casa Branca

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O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira que o seu secretário do Trabalho apresentou a demissão. Alexander Acosta é acusado de ter sido muito benevolente com Jeffrey Epstein, o magnata acusado duas vezes de tráfico sexual de menores , na altura em que era procurador do Ministério Público na Florida.

Mais populares Exames nacionais 2019 Notas nos exames de Português e Matemática melhoraram Casamento Vai ser possível voltar a casar imediatamente a seguir ao divórcio i-album Arquitectura Alcácer do Sal: uma “casa do Monopólio” em ponto grande Segundo o Presidente norte-americano, a decisão foi de Acosta e foi transmitida por telefone na manhã desta sexta-feira. O anúncio foi feito por Trump à saída da Casa Branca para uma visita aos estados do Milwaukee e Cleveland.

Pouco depois, Trump comentou a saída de Acosta no Twitter: “O Alex Acosta informou-me esta manhã que sentia que o martelar constante da imprensa sobre uma acusação que teve lugar há mais de 12 anos era mau para a Administração, na qual ele tanto acredita, e apresentou a sua demissão.”

Acosta vai ser substituído por Pat Pizzella, na condição de secretário do Trabalho interino, anunciou o Presidente norte-americano.

Em meados da década passada, Jeffrey Epstein foi acusado de tráfico sexual de menores no estado da Florida. Dezenas de raparigas, a maioria entre os 13 e os 16 anos, acusaram o milionário dos mercados financeiros de as manter como escravas sexuais, depois de as aliciar para massagens através de colaboradores que as procuravam em escolas ou centros comerciais. Muitas delas eram de famílias pobres ou estavam ainda mais fragilizadas por causa de outros problemas, tornado-as alvos mais fáceis.

Nessa altura, a polícia reuniu provas que corroboravam as acusações das vítimas, e Jeffrey Epstein estava a caminho de ser julgado por crimes que podiam condená-lo à prisão perpétua.

Mas em 2008, a equipa de procuradores da Florida responsável pela acusação fechou um acordo com o acusado – um acordo que está agora a ser investigado pelo gabinete de assuntos internos do Departamento de Justiça por ser considerado benevolente demais tendo em vista as provas que foram recolhidas, e pelo facto de não ter sido comunicado às vítimas antes de o tribunal o aprovar.

Em troca de Epstein se dar como culpado de dois crimes de solicitação de prostituição na Florida, e de se registar como abusador sexual na polícia, o Estado deixou cair a acusação de tráfico sexual de menores, um crime federal com penas muito mais graves.

O magnata passou então 13 meses numa ala privada de uma cadeia na Florida, com autorização para sair seis dias por semana durante 12 horas por dia. Já nessa altura se suspeitou de que o acordo poderia estar relacionado, em parte, com as relações de Epstein com personalidades influentes, como Bill Clinton, Donald Trump ou o príncipe André de Inglaterra .

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Subscrever × Nomeado por Trump em Abril de 2017 para o cargo que supervisiona a exploração de pessoas por redes criminosas, incluindo sexuais, Alexander Acosta foi o procurador do Ministério Público que assinou aquele acordo com os advogados de Jeffrey Epstein. Em 2011, Alexander Acosta disse que aceitou o acordo para garantir que Epstein viesse a passar algum tempo na cadeia, e depois de “um ataque de um ano contra os procuradores por um exército de estrelas da advocacia”.

O caso começou a ser novamente falado esta semana , depois de Jeffrey Epstein ter sido acusado, pela segunda vez, de tráfico sexual de menores, neste caso em Nova Iorque.

Em traços gerais, as duas acusações são muito semelhantes: os colaboradores do magnata ofereciam às raparigas menores 200 ou 300 dólares para fazerem massagens a Epstein, que depois as recebia nos seus quartos, em mansões na Florida e Nova Iorque, e as forçava a terem relações sexuais. Algumas dessas raparigas acabavam por angariar outras vítimas, num esquema que acabou por envolver, pelo menos, 80 crianças e adolescentes, a maioria entre os 13 e os 16 anos.

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