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Marca de Ronaldo em chapéu feito em casa frente ao Luxemburgo – Futebol – Correio da Manhã

Marca de Ronaldo em chapéu feito em casa frente ao Luxemburgo - Futebol - Correio da Manhã

Um chapéu de quem tanto merece que se lho tire. No estádio onde marcou o seu primeiro golo como sénior, Cristiano Ronaldo fez, 17 anos depois, um dos melhores da carreira e ficou apenas a outro dos 700. Bem tentou, mas foram Bernardo e Guedes a rubricar o que restou de um 3-0 justo para a seleção nacional. Santos já tinha avisado: não há goleadas certas e os níveis teriam de estar no máximo. A entrada correspondeu. Em cinco minutos, já se tinha registado uma arrancada de Félix, um remate perigoso de Ronaldo e um penálti por marcar sobre Bernardo. Os três da frente a ameaçarem o que aí viria. O jovem craque do Atlético de Madrid puxou do pé esquerdo para dois tiros sem pólvora. Aliás, já que era para apostar na canhota, o especialista estava ali bem perto: Bernardo finalizou com eficácia uma correria imensa de Nelson Semedo pela ala direita. Estava feito o 1-0, aos 16’. O ritmo manteve-se até aos 25’, com Ronaldo a começar a tentar aumentar as suas marcas pessoais. A partir daí, baixou a intensidade, as linhas portuguesas separaram-se e o Luxemburgo até aproveitou para criar dois momentos de stress junto da baliza de Rui Patrício. Estava na hora de descansar e o intervalo voltou a trazer a melhor face do jogo dos homens de Santos. Pressão novamente no máximo e, mais uma vez, a eficácia a não corresponder ao avolumar de oportunidades. Falemos, então, de Ronaldo, ele que procurava chegar aos 700 golos da carreira sénior – faltavam-lhe dois. No regresso a Alvalade, onde tudo começou, ia fazendo um bonito de bicicleta, aos 51’, mas saiu à figura do guardião. O momento do jogo chegaria aos 65’ – com argumento, realização e fotografia do capitão. Roubou a bola a um defesa e, com Moris adiantado, fez-lhe um chapéu de marca CR699. Faltava mais um e ficou tão perto (aos 86’ e 88’). Nem o árbitro ajudou, com mais penáltis por marcar. Seria, afinal, Guedes a fazer o 3-0 . Fica para a Ucrânia, Cristiano?  Análise Uma fome insaciável Já depois de ter feito um chapéu brilhante, Ronaldo ficou a desesperar por mais um golo. Chegou até a correr, perto do minuto 90, para colocar a bola no sítio da cobrança de um canto. Incrível e insaciável. Um golo soporífero Alguns minutos depois do 1-0, a seleção nacional baixou em demasia os níveis de intensidade e concentração, arriscando-se até a sofrer um golo. Félix também está à procura do golo, mas falhou, sempre, o alvo. E penáltis, nada? Noite para esquecer. Há dois penáltis claros por assinalar – um sobre Bernardo, aos 5’, e outro sobre Ronaldo, perto do final. Pelo meio, outro lance em que CR7 é tocado na área e que deixa dúvidas, embora tenha forçado a queda. O polaco foi ainda permissivo com entradas duras do Luxemburgo. “Cabeça na ucrânia depois do 2.º golo” “Esta vitória é para a minha mulher. A minha prenda vão dar-me na segunda-feira, na Ucrânia”, disse Fernando Santos, que na quarta-feira celebrou o 65º aniversário. O selecionador nacional falou depois do jogo desta quinta-feira. “Fizemos 25 minutos muito bons mas depois tornámos o nosso jogo previsível. Na segunda parte entrámos bem, mas a partir do segundo golo os jogadores já estavam com a cabeça na Ucrânia. Até eu próprio, o que não é normal para mim”.